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COLUNISTAS / Coisas da vida

E o que você sabe sobre as outras pessoas mesmo?

08/11/2017

Observando o comportamento humano e sempre me atentando a questão dos moldes e da dificuldade de muitos em rompe-los, sinto a necessidade de escrever e convidar a pensar.

Recentemente li sobre alguns famosos que teriam postado em redes sociais, fotos suas e de suas companheiras. O que mais chocou foram os comentários maldosos de pessoas fúteis, vazias e maldosas a respeito das diferenças, nos casos em questão, de estética.
Com isso, me pergunto se algum dia algumas pessoas conseguirão evoluir e se tornarem melhores, sabe? Mas para isso é preciso querer, e acima de tudo, se auto conhecer. É, a auto percepção é essencial para o crescimento e para a evolução.

Vejo as pessoas muito preocupadas com os casais e sempre julgando as diferenças de estética, de idade, de raça, de poder aquisitivo e de intelecto dentre outras. Ocorre que me pergunto -Em que interessa a quem quer que seja, a diferença de idade que existe entre um casal? Em que interessa a diferença de cor? Em que interessa a diferença de poder aquisitivo? Você já parou pra se perguntar, ou até mesmo para perguntar a um dos membros desse casal, quais são as semelhanças que os uniram?
Já pensou que a única diferença que deve realmente preocupar é a de caráter? Você já parou pra se perguntar o conteúdo que essas pessoas carregam? Já se perguntou o que os atraiu um no outro? Já tentou fazer essas perguntas sem ser tão fútil e superficial? Já pensou em parar de julgar um pouco os outros? Já parou de julgar os livros pelas capas? Sinceramente quando vejo as pessoas julgando as outras e sem qualquer conhecimento de causa, ou seja, sem saberem nada a respeito delas, vejo o quanto o ser humano precisa evoluir ainda.

E mesmo sabendo que esses preconceitos e essas manias de moldes que as pessoas têm jamais acabarão, ainda me surpreendo com a tolice e a pequenez dos homens.
Quanta essência sendo esquecida em prol de tanto detalhe superficial não é?

Quer dizer que você se preocupa mesmo com as diferenças entre os casais?  Ou se um é magro e o outro não? Se um é jovem e o outro não? Se um é rico e o outro não? Então te digo, está na hora de você rever os seus conceitos e sair dessa caixa em que vive, pois é nas diferenças que as pessoas encontram o amor e a felicidade. E provavelmente essas pessoas que mais julgam e se preocupam com o banal, sejam as que menos se encontraram na vida.
Tente, ainda há tempo de ser menos fútil e encaixotado.

COLUNISTAS / Aline Castro Machado

Aline de Castro Machado é advogada há 18 anos, mãe de Bruno Machado, jornalista, e além de profissional, uma mulher em busca constante de novos desafios. Sente necessidade de refletir para tentar se autoconhecer e ao menos tentar conhecer melhor esse ser tão complexo que é o ser humano.
Apaixonada por um texto de Aina Cruz, intitulado “Teoria das pessoas complexas”, cujos trechos preferidos são: “É um tipo de gente que não sabe comer a vida pelas bordas e já enfia a colher, com tudo, no meio da sopa. Arriscam queimar a língua, porque sabem que se queimar passa… Mas para uma pessoa complexa, é a morte levar a vida a acomodar-se. Fazer as coisas porque vai ser mais confortável ou socialmente aprovado. Não se trata de rebeldia, nem de originalidade. É apenas que um coração complexo pulsa em arritmia, tem um compasso diferente… Essa gente complexa detesta assuntos burocráticos, relações burocráticas, protocolos, regras sociais… Assim, vivem cada dia como se fosse o único, como se fosse o último… Gente complexa tem alma de poeta mesmo quando nunca escreveu sequer um verso”.


alinecmachado@uol.com.br

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