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COLUNISTAS / Amor que cura

Onde está a sua felicidade?

21/03/2018

A busca pela felicidade é algo que nos move. Todo mundo está buscando ser feliz da sua forma, do jeito que lhe é possível, certo? A felicidade para o ser humano é uma meta traçada; é o ápice do seu desejo. Mas quando é que chegamos lá? Chega-se lá?

Qualquer um que já tenha vivido um pouco sabe que a vida não é feita somente daquilo que escolhemos, que queremos, que “achamos” que é o melhor pra gente e para o outro. Há tropeços, há perdas, há dor pelo caminho… Muitos de nós começamos a aprender tudo isso quando ainda somos crianças. Eis a vida como ela é!

Já sabemos que a Grande Vida tem propósitos que nem sempre se encaixam com os nossos desejos e nem mesmo com os nossos esforços. Às vezes ela traz a morte de um pai ou uma mãe quando ainda somos pequenos, um divórcio escolhido somente pelo(a) nosso(a) companheiro(a), um aborto por qualquer motivo e que ainda não elaboramos no coração, filhos que desejamos que não vêm, filhos que não desejamos que vêm, uma doença grave que nos chega (ou a um ente querido), a ocorrência de acidentes, fracassos financeiros, suicídio de alguém da família e outras situações que nos acontecem – ou a alguém próximo – e que imediatamente nos trazem perguntas: Trata-se de merecimento? Está certo? Por quê?

Ir atrás de respostas para perguntas como estas não nos leva a lugar algum. Tal dispêndio de energia nos prenderá a algo que já aconteceu; é passado; já foi!

O caminho para o MAIS é aquele no qual entramos em sintonia com aquilo que se apresenta, do jeito que se apresenta, ainda que não seja o que ou da forma que almejamos. Isso é ser adulto! Somente um adulto pode enfrentar problemas de adulto. E não se trata de aceitar, é mais que isso. Trata-se de concordar com o que a vida traz como um alimento, uma oportunidade de crescimento oferecida por uma Sabedoria Maior, que nos tornará mais fortes após a tempestade.

Fazer das frustrações e das adversidades da vida como uma fonte (por mais difícil, doído e pesado que possa parecer no momento), como algo que nos ajuda na maturidade e no exercício da humildade diante da vida. O sofrimento exige que encaremos o real, nos confronta com aquilo que é e ponto. Se permitirmos, ele nos fará mais fortes.

Então, onde está a felicidade? Penso que a felicidade verdadeira, a real, a humana, está no exercício de concordância diante daquilo que se apresenta, na abertura do nosso coração para aquilo que nos é difícil, bem difícil, do jeito que vier. Concordar é estar em sintonia com a vida, é fazer o que é preciso e já!

Ficar no lugar das lamentações, da pena, da vitimização, da resistência, da procura dos “porquês”, das críticas… além de não nos levar a lugar algum, só nos afasta da nossa força para olhar para aquilo que é preciso, do jeito que se mostra, do jeito que é possível. Nem sempre tudo o que queremos é o que precisamos. E a vida sabe disso.

COLUNISTAS / Christiane Fonseca

Christiane Reis Rodrigues Fonseca é psicóloga clínica, pós-graduada em Gestão de Saúde, facilitadora das Constelações Familiares e Educação Sistêmica com treinamento pelo Instituto de Desenvolvimento Sistêmico para a Vida (IDESV), segundo Bert Hellinger. No consultório, realiza atendimento psicológico dentro da abordagem sistêmico-fenomenológica, usando como ferramenta as Constelações Familiares e exercícios sistêmicos.

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christianefonseca17@gmail.com

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