Quando alcançamos o meio do caminho desse trajeto chamado vida, creio que ficamos em uma posição interessante de conseguir enxergar os que estão iniciando a jornada e os que estão já lá mais pro final, e avaliar como cada um escolheu trilhar sua história e como cada um se torna responsável por seu próprio roteiro.
As pessoas têm a prerrogativa de irem se moldando no decorrer da vida e isso se faz através de suas escolhas.
Nesse final de semana, tive o privilégio de conhecer, por intermédio do meu filho, o Projeto Criança Feliz, no qual alunos da USP de Lorena se voluntariam para ajudar crianças carentes já há dez anos.
Conheci uma juventude engajada, apaixonada e dedicada, com responsabilidade, organização e amor a um projeto social. E o que mais me chamou a atenção foi a maneira como esses jovens estão formando seu caráter, pois ali, ao doarem o que têm de mais precioso, que é seu tempo, e acordarem cedo todos os sábados para praticarem o bem, eles o fazem ainda com tamanha responsabilidade, amor e dedicação que não há como não se comover.
Esses jovens sentam no chão com as crianças, rolam, correm, riem, brincam, ensinam e acolhem muito, transbordando carinho.
Saí acreditando que, mesmo quando parece que muitas pessoas preferem seguir uma vida vazia e fútil, sem conseguir nunca se encontrar por conta de suas escolhas erradas, ainda existem os que conseguem propagar o bem e o bom e se fazerem úteis.
Infelizmente, o que se divulga hoje em dia, em sua maioria, não só na midia, mas entre qualquer grupo de pessoas, são os maus comportamentos, as más ações e tudo que é vazio, não acrescenta ou pode até ser prejudicial a alguém… ou seja, são as famosas fofocas. Mas o bom (ah!, o bom) acaba sendo abafado, não propagado, considerado sem importância e motivo para se passar adiante, ficando clara a percepção de que a inversão de valores está a cada dia mais latente.
Que bom seria se as pessoas falassem mais a língua dos anjos e divulgassem através de sua fala tudo que é bom apenas e deletassem e não passassem adiante o que não acrescenta. É utópico, mas como cantou John Lennon, “imagine todas as pessoas vivendo suas vidas em paz”.









