A dermatilomania, também chamada de transtorno de escoriação (skin picking), é uma condição reconhecida pela psiquiatria e descrita no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).
Não se trata apenas de “mania” ou falta de controle pontual. É caracterizada por um comportamento repetitivo de cutucar, espremer ou ferir a própria pele, geralmente acompanhado de:
• dificuldade de parar, mesmo tentando
• lesões recorrentes na pele
• sensação de alívio ou redução de tensão durante o ato
• culpa, vergonha ou frustração depois
Em muitos casos, está associada à ansiedade, estresse, perfeccionismo ou outros transtornos relacionados ao controle de impulsos e ao espectro obsessivo-compulsivo.
Do ponto de vista dermatológico, as consequências podem ser importantes: feridas persistentes, infecções, manchas, cicatrizes e piora de quadros como acne.
O tratamento não é único e esse é um ponto essencial.
As abordagens com melhor evidência científica incluem terapia cognitivo-comportamental (especialmente técnicas de reversão de hábito); acompanhamento psiquiátrico, quando necessário; e cuidados dermatológicos, para tratar e proteger a pele.
Em alguns casos, medicamentos podem ser indicados, principalmente quando há associação com ansiedade ou outros transtornos.
Ou seja: não é sobre força de vontade. É sobre entender o comportamento, identificar gatilhos e conduzir o tratamento de forma integrada.
Se você se identificou, o primeiro passo é procurar avaliação profissional.
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