O Ministério da Agricultura deu início no dia 1º maio à Campanha Nacional de Vacinação Contra a Febre Aftosa no Estado de São Paulo. Nessa primeira fase, que segue até o dia 31, devem ser imunizados os bovinos e bubalinos de zero a 24 meses de idade.
No Vale do Paraíba, a estimativa é que cerca de 232 mil animais devem ser vacinados em 11.730 propriedades. Os dados são das Coordenadorias de Defesa Agropecuária de Pindamonhangaba e Guaratinguetá, que respondem pelos 39 municípios da região.
Após o prazo, o criador tem até o dia 7 de junho para comunicar a vacinação ao órgão da Secretaria Estadual de Agricultura ou fazer o registro por meio do sistema informatizado Gedave. Quem não aplicar o medicamento ou não comunicar o procedimento pode pagar multa que varia de R$ 70 a R$ 117 por animal.
Há 20 anos São Paulo não registra casos da doença e a meta é continuar com o rebanho imunizado para evitar os prejuízos, com as restrições comerciais. “A pecuária é um importante segmento do agronegócio regional e manter a febre aftosa longe é fundamental para a segurança desse negócio”, alertou Thiago Chaves, presidente da Associação Agropecuária de Guaratinguetá.
A febre aftosa é causada por um vírus que não tem cura e provoca o surgimento de feridas na boca, que dificultam a alimentação do animal e provocam a perda de peso. No caso das vacas leiteiras, ocorre a redução na produção de leite. Os sintomas também incluem salivação em excesso, isolamento e dificuldade em se movimentar. Todos os animais que são infectados são sacrificados e enterrados.
Brucelose
A Coordenadoria de Defesa Agropecuária informa também que, durante o mês de maio, inicia o período para que os criadores de bovinos e bubalinos apresentem o comprovante de vacinação contra a brucelose, nas fêmeas com faixa etária entre 3 e 8 meses. O prazo para o registro também é 7 de junho.
Em São Paulo, a imunização contra a doença é obrigatória desde 2002. A brucelose é uma zoonose (doença que acomete homens e animais) infecto-contagiosa causada pela bactéria Brucella abortus.
Nos bovinos pode causar abortamento, nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta, repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos.
A Associação Agropecuária e o Sindicato Rural de Guaratinguetá realizam o preenchimento do controle de animais vacinados para seus associados durante o período da Campanha. Basta procurar um dos escritórios e requisitar o atendimento. Mais informações pelo telefone (12) 3132 4400.









