
O trem atravessa a vida dos lorenenses a noite, a madrugada, ao longo do dia. Quando a cancela desce, ele passa longamente sobre nossos olhos.
E a linha do nosso olhar atravessa a distância longa das montanhas. Há sempre um trem na linha das montanhas.
Um contorno move os olhos, que acompanham paralisados o trem atravessando a cidade inteira, rotineira.
A gente imagina mil paisagens com o sangue pulsando na mesma estação: chegadas, abraços, partidas, sorrisos, lágrimas, despedidas…
O amanhecer na estação ferroviária de Lorena é algo que transcende ao sol. É uma transformação no íntimo de cada lorenense que suspira e anseia por algo, que somente o raio de sol traz, a paz.
O céu abre em luz fluorescente, recebendo os raios do sol nascente, perante miríades que cantam e dançam, sob som do apito do trem lorenense.







