Há 138 anos, em 1888, nossa Biblioteca Municipal abria-se também à noite, e era iluminada por lampiões a querosene.
Era sediada no mesmo prédio da Câmara de Vereadores, da “Intendência” Municipal e da Cadeia, como era costume naquela época do Império.
O bibliotecário fez um requerimento – que existe até hoje no arquivo daquele local de estudos e “templo do saber” – pleiteando o fechamento noturno da Biblioteca, sob alegação de que isso traria mais tranquilidade, já que a entrada para o recinto dos livros passava pela Cadeia, o que poderia facilitar fuga de presos, além de economia de queresone e lampiões.
Enriquecendo esses Flashes Históricos, acrescento que foi o pai de Arnolfo Azevedo, o Barão de Santa Eulália, Dr. Rodrigues de Azevedo – nome da nossa rua principal – quem, como deputado Estadual e presidente da Câmara Municipal de Lorena, em cujo mandato – conforme suas próprias palavras – conseguiu dar à cidade natal “luz para os olhos do espírito em uma biblioteca, luz para os do corpo em uma iluminação pública”.
Na foto, a antiga Prefeitura e Câmara Municipal de Lorena, onde a Biblioteca Municipal também funcionou, por muito tempo, embaixo, à esquerda. O edifício histórico, infelizmente, foi demolido na década de 1970.








