Autor: Regina Rousseau

Membro fundadora da Academia de Letras de Lorena, da qual é atualmente a diretora Cultural, Regina Rousseau é licenciada em Pedagogia, professora, escritora e aprendiz de poeta. Compõe versos simples, melódicos e suaves para si mesma e para seu leitor. Em 1998, editou seu primeiro livro de poesias, “O Canto do Rouxinol”. Escreveu outros romances, ensaios e crônicas, muitos a serem editados. Escreveu no jornal Guaypacaré por 16 anos, uma coluna semanal; atualmente, escreve no jornal "O Lorenense", no Cantinho Literário.

Meu patrono da Academia de Letrasde Lorena – cadeira 29 – Sérvulo GonçalvesNasceu em Lorena, em 23 de dezembro de 1856, filho de Izaías Luiz Gonçalves e Maria Francisca de Paula.Aos 8 anos, seguiu para casa do seu tio e padrinho, Major Francisco de Oliveira e Silva, em Taubaté, com o objetivo de aprender as primeiras letras em um modesto externato ali existente. Aos 13 anos, empregou-se no comércio, contrariado, pois já havia decidido estudar. Mas em 1875, juntamente com Jorge Rodrigues, moço talentoso e poeta, fundou um pequeno semanário intitulado “A Juventude”, onde ambos ensaiaram seus primeiros voos na…

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(A todos os guerreiros na luta contra o câncer, em especial à Silvana de Paula) A descoberta de um tumor maligno na virada do ano, significa uma luta contínua e uma mudança no cotidiano.Conversas, diálogo interior com o Eterno e repensar a vida.É viver um estigma duplamente silencioso:conhecer a realidade nos subsolos dos hospitais,conhecer pacientes de todo o país entregues à quimioterapia, radioterapia e a outros remédios que a ciência e a fé oferecem.As mulheres, invariavelmente de lenço na cabeça por causa dos cabelos perdidos… sem mais importância;os homens, indiferentes, olhares indecisos no torpor da impotência.Há uma zona de conflito na…

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Do alvorecer ao crepúsculo, o ritual não é igual… todo o dia se renova, modifica e transforma entre as Serras do Mar e da Mantiqueira.Enveredados pela floresta pequena, no cenário cotidiano de Lorena, desfilam todas as cores e cheiros dos eucaliptos e pinheiros, dos ribeirões e cachoeiras, dos campos e gramados, das calçadas floridas da principal avenida.No estrelado céu lorenense, formam muitas imagens e uma estrela vermelha gigante desenha um mapa precioso, nas paisagens de quatorze de novembro.Do alvorecer ao crepúsculo em Lorena, foi concebido um mundo, sem fronteiras, maravilhoso, maiúsculo.

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Há datas que são como armadilhas escondidas no calendário. Silenciosas, esperam que um hecatombe caia sobre elas, deixando sequelas, tristezas, incertezas e mortes. Durante trezentos e sessenta e seis dias acompanhei seu silêncio, sua letargia. E seu olhar doente, já divisando o longe, não registrava mais minhas lágrimas.Depois já sem sorte, vi como é triste a palidez da morte. Você sedada, totalmente emudecida, entre os cabos que a ligavam à vida.Às vezes, sinto o travo das últimas palavras que não houve, do último beijo que não lhe dei, do último suspiro que não ouvi, vencida pelo cansaço e sono, mãe.Mas sei que em muitas noites está ao meu lado, daquele modo silencioso, sem nada falar. Apenas…

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No amanhecer lorenense, ao som de Vangelis, estou quase feliz. Carolina agora dorme em novas paragens.Em suave despedida, deixou a vida para eternizar-se junto às margaridas, num solo eternamente fecundo e verdadeiro.Cidadã em outro reino, convidada pelo Criador, foi conhecer a sabedoria das coisas ocultas, a cor do Amor, o brilho e o silêncio das estrelas…Aquele que alterna os tempos e os momentos, Aquele que derruba e eleva reis, Aquele que criou a Tábua da Lei.Mas a saudade é infinita. E os amigos em solidariedade, compartilham sentimentos, lembranças e histórias. Esquecer? Nunca!São memórias que não serão apagadas. São lembranças que…

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