Complementando a discussão iniciada no texto anterior, respondo aos comentários feitos no Facebook à coluna sobre educação. Primeiramente, faço eu o agradecimento à Graziela Staut, que nos brindou com esse espaço, ampliado com essa parceria com um dos grupos do Facebook (Observatório da Ética e da Moralidade), de onde vieram as demais observações.
O Gustavo Pimentel compartilhou texto de Marcio Augusto Martinsonn, ressaltando as mudanças da atualidade. Mas frise-se que o mundo está e sempre esteve em mudança e talvez não tenhamos a dimensão de nossa existência para tudo entender, perceber e assimilar. Educação e modos de aprendizagem aí incluídos. Mesmo nas relações corridas do dia-a-dia há espaço para falar de cultura, conhecimento e ciência. Aprender, enfim.
Também de outro comentário compartilhado de Leonel Gomes de Souza, discorre-se sobre a disciplina dos alunos, um reflexo da própria idade e da contemporaneidade da informação. A violência, a sensualidade, o lixo cultural já não surpreendem ou impactam, dada a constante exposição nos meios de comunicação. Isso é diretamente transplantado para a sala de aula, local que teria um ar mais reservado para as relações formais do conhecimento, sem desmerecer qualquer outra, iniciada no próprio ambiente familiar em que o educando vive (ou sobrevive, muitas vezes).
Agradeço aos elogios de Cleomar S. Balduíno. Ela falou sobre a necessidade de avaliação, da educação baseada nas relações cotidianas e da falta de formação política. Estimular a criança e o jovem sempre, isso é fato, que não precisa de requintes ou recursos onerosos. Eu é que gostei bastante de seus comentários, Cleomar.
Por fim, Petterson Ferreira de Paula fez um balanço sobre a sensação de achar que tudo esteja piorando. Exigências dentro de um contexto autoritário têm seus méritos, mas deixa pouca margem para a evolução da discussão do aprendizado, penso eu. Gerações diferentes devem ter educação diferente, uma vez que o conhecimento também muda, apesar de se acumular e sempre se basear no que se sabia antes. Pouca coisa é construída do nada. De qualquer forma, processos de recompensas e evidenciar que as pessoas são diferentes e demandam diferentes abordagens para a compreensão é um bom início. O trabalho que isso dá é uma incógnita.








