Astronautas que pisaram na lua têm mais chance de morrer de doenças cardíacas. A notícia apareceu ao longo do mês, carregando a ressalva do número de casos estudados ser muito pequeno – uma dúzia – para possuir uma variação estatística adequada. Não se pode enganar, mesmo querendo torcer (para) os números e aproveito para explicitar o erro que cometi no texto anterior quando falei de “variação uniforme de valores” que causou arrepio no seio de minha família. Deveria ter ficado apenas na variação de valores!
A escrita de nossa história está nos fósseis, na contemplação e estudo dos astros, nos registros mineralógicos. Esses não são sujeitos à condição humana de selecionar eventos para registrá-los, com é o caso da escrita. Ainda me surpreende os crentes em documentos tão antigos escritos em línguas nas quais não há mais falantes no mundo, pois é uma árdua tarefa interpretar o que realmente foi noticiado. Além do fato de que o escriba de antes foi seletivo e deve ter visto muita coisa para escolher o que passaria à frente, sem contar o que foi escrito e perdido. Quantas Bibliotecas de Alexandria foram transformadas em cinzas?
A água da piscina olímpica fica verde, mostrando que filtros falharam, provavelmente com contaminação de microalgas – ou bactérias, na verdade – e os organizadores vêm a público dizer que a química não é uma ciência exata. Um leitor dessa coluna sugeriu que eu comentasse o fato, mas a apresentação midiática supera qualquer bom-senso da busca de explicações. Foi contaminação, não há dúvida, e a questão que resta é como foi feito o controle e se haveria perigo para quem adentrasse a água.
O bom sistema federal de ensino técnico e tecnológico está sendo desmontado pelos que tomaram o poder no país, destruindo um projeto de mais de uma década. O conhecimento pouco representa ou significa para quem tem apenas números e a desconstrução como objetivos de vida. Está acabando a paciência para lidar com tal desrespeito à população e ao que temos de potencial para crescer como sociedade.







