Mais de um século de história. Em novembro, o 5º Batalhão de Infantaria Leve celebra o seu 106º ano de existência.
A comemoração começou na manhã desta sexta-feira, dia 11, quando acontece formatura militar. Depois, no dia 17, próxima quinta-feira, a Banda de Música do Batalhão apresenta-se no Auditório São Joaquim, a partir das 20h.
O atual comandante do 5º BIL é o TenCel Orlando Giuvenduto Junior.
Breve história
O 5º BIL é uma das mais antigas e tradicionais unidades do Exército Brasileiro. Os seus mais de 370 anos testemunharam e protagonizaram momentos marcantes da história do Brasil. Sua origem remonta aos primórdios da colonização, tendo sua árvore genealógica dois ramos que se originaram em locais e épocas diferentes. O primeiro ramo tem origem no Terço da Bahia (formação militar do Sec. XVII), em 1631, em Salvador (BA). O segundo, iniciado pelo Regimento de Moura, em 1767, no Rio de Janeiro. As unidades de ambos os ramos, ao longo da história, mudaram várias vezes de sede e de denominação, vindo a encontrar-se, em 1923, na cidade de Lorena, com o nome de 5º Regimento de Infantaria.
Ramo do Terço da Bahia – No ramo oriundo do Terço da Bahia, destaca-se o 12o Batalhão de Caçadores (12° BC – Rio Grande do Sul – 1852) que participou de várias batalhas na Guerra do Paraguai e da audaciosa travessia do Arroio Itororó. Era conhecido como o “Treme-terra” e fazia parte da Divisão Encouraçada do Brigadeiro Sampaio (patrono da Infantaria).
Em 3 de fevereiro de 1902, chegou a Lorena o então 12º Batalhão (nova designação do 12º BC), vindo do Rio Grande do Sul para prover segurança às obras militares que estavam sendo feitas na região, aquartelando-se provisoriamente na Fazenda Amarela. Em 1908, o Marechal Hermes da Fonseca promoveu uma reorganização no Exército, sendo o 12º Batalhão transformado em 53º Batalhão de Caçadores. Naquele mesmo ano, o 53º Batalhão de Caçadores deixou as suas instalações na Fazenda Amarela e ocupou o imponente quartel em construção no Morro do Cruzeiro (hoje Bairro da Cruz), em terreno doado pela Câmara Municipal e pelo dr. Arnolfo de Azevedo.
No ano de 1919, o 53º Batalhão de Caçadores passou a ter a denominação de 5º Batalhão de Caçadores. As unidades deste ramo, ancestrais do 5º Batalhão de Infantaria Leve, participaram da Guerra contra Oribe e Rosas – Batalha de Monte Caseros (1852), da Guerra do Paraguai (1864-1870) e da 4ª Expedição a Canudos (1897).
Ramo do Regimento de Moura – No ramo originado do Regimento de Moura, destaca-se o 9º Batalhão de Caçadores (9º BC – Rio de Janeiro-1852), também com expressiva atuação na Guerra do Paraguai.
A Ordem do Dia 137, de 30 de novembro de 1908, determinou a junção do 9º Batalhão (Bahia – 1889) com o 33º Batalhão (Sergipe – 1889) e o 35º Batalhão (Piauí – 1889), para formar o 5º Regimento de Infantaria em Porto União-PR. Entretanto, somente em 15 de novembro de 1910 o 5º RI foi realmente organizado em Ponta Grossa (PR), pelo Coronel Antonio Sebastião BazilioPyrrho. Este dia – 15 de novembro – tornou-se oficialmente a data do aniversário da Unidade.
Em 1923, após breve passagem por Pirassununga, Araras, Piracicaba e Limeira, o 5º RI, sob o comando do Cel João Fleury de Souza Amorim, foi transferido para Lorena. Ocupou as instalações do 5º Batalhão de Caçadores, incorporando a 3ª Companhia dessa unidade. As outras subunidades do 5º BC foram para Rio Claro (SP).
5º Regimento de Infantaria em Lorena – Em Lorena, o 5o Regimento de Infantaria passou por várias modificações de designação e de estrutura organizacional, acompanhando a evolução doutrinária do Exército. Recebeu a denominação de I Batalhão do 5º RI, em 1964; de 5º Batalhão de Infantaria, em 1973; e de 5º Batalhão de Infantaria Leve, em 1993, quando deu origem à mais nova modalidade da Infantaria brasileira – a Infantaria Aeromóvel.
Como 5º RI, participou ainda de diversas operações militares: Movimento sedicioso irrompido em São Paulo (1924); Campanha contra Coluna Prestes em MT e GO (1926); Movimento Revolucionário de 1930; Revolução Constitucionalista (1932); II Guerra Mundial, completando o 6º RI (1944); e Revolução de 31 de março de 64. Mais recentemente, já como 5º BIL, participou da Operação Parauapebas, no sul do Pará, em 1998; Operação Bahia em Salvador, em 2001; missões de pacificação e de garantia da lei e da ordem e da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), em Porto Principe, no Haiti – missões de Paz.
Em 1997, o 5º BIL foi designado para integrar a Força de Ação Rápida Estratégica do Exército Brasileiro, tornando-se uma unidade profissional de elite, apta a cumprir qualquer missão, em qualquer parte do território nacional.









