A palavra mais próxima da Química é transformação, embora muitos a relacionem com atração, até de forma conotativa, quando se diz haver “química” entre pessoas. Transformar as substâncias e o mundo é o que me fascina na Química.
Uma reação química nada mais é que uma transferência de elétrons, a mudança de lugar dessas subpartículas atômicas. Tudo regido pela termodinâmica e pela cinética. A primeira avaliará a energia envolvida e a segunda, o caminho e o tempo necessário para acontecer a reação.
Longe dos conceitos árduos envolvidos, procura-se apresentar aos estudantes, especialmente os do Ensino Médio, a Química de forma atrativa, dinâmica e sempre correlacionada com os acontecimentos à volta do aluno. Ou seja, nada mais simples que apresentar uma ciência natural de forma natural. O formalismo é importante em um segundo estágio, quando conceitos e a paixão pela ciência se estabelecem. A intimidade traz o devido aprofundamento, como acontece em qualquer outra forma de relacionamento. Amar a ciência é vivê-la todos os dias, reinventando-a, redescobrindo-a. Tal como se faz (ou se deveria fazer) frente à pessoa amada.
Experimentos interessantes mostrados em sala de aula, laboratório ou feiras de ciências devem ser não apenas coloridos ou pirotécnicos. Devem, de forma rápida e direta, demonstrar um conceito. No entanto, algumas vezes a ação espalhafatosa embaça o aprendizado. Sem contar as inúmeras acepções jocosas e deletérias que a mídia relaciona com a química. “Produtos sem química” ou “fazer química no cabelo” são expressões equivocadas e fazem apenas aumentar a ignorância e a distância dos educandos em relação à ciência. Mas, temos a cozinha de casa, que é o melhor dos laboratórios e não é necessário ir a fundo para notar a diferença entre um grão de arroz cru e um cozido. Química na cozinha já foi tema de coluna no Guaypacaré e parece que continuamos com ele por aqui.
Entender as transformações para transformar o entendimento do mundo. Eis um belo desafio.







