Autor: Adilson Gonçalves

Pesquisador científico, formado em Química pela Unicamp. Foi professor na EEL-USP, em Lorena, por 20 anos, e atua na pesquisa de biocombustíveis e conversão de biomassa vegetal. Presidiu o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Lorena por dois mandatos e é membro fundador da Academia de Letras de Lorena, tendo sido seu presidente por quatro anos.

Complementando a discussão iniciada no texto anterior, respondo aos comentários feitos no Facebook à coluna sobre educação. Primeiramente, faço eu o agradecimento à Graziela Staut, que nos brindou com esse espaço, ampliado com essa parceria com um dos grupos do Facebook (Observatório da Ética e da Moralidade), de onde vieram as demais observações.O Gustavo Pimentel compartilhou texto de Marcio Augusto Martinsonn, ressaltando as mudanças da atualidade. Mas frise-se que o mundo está e sempre esteve em mudança e talvez não tenhamos a dimensão de nossa existência para tudo entender, perceber e assimilar. Educação e modos de aprendizagem aí incluídos. Mesmo…

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A educação possui vários braços. Questionamos o papel e a eficiência dos órgãos públicos no ordenamento do sistema educacional. Há os teóricos da educação que traçam teses importantes para entender como o processo acontece – ou, ao menos, deveria acontecer. Os profissionais dessa interação – ou dualidade – ensino-aprendizagem se esforçam para dar o melhor de si para fazer o educando “tomar ciência da ciência” e procurar adquirir conhecimentos, por mais nebulosas que sejam as definições do que isso seja. Por fim, a face quase esquecida de toda a educação é o aluno, o ser que está em processo de…

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Tudo o que lançamos na internet, quer seja em fóruns privados ou nas redes sociais, e-mails, arquivos pessoais, tudo está acessível para quem tem as ferramentas adequadas. As maiores empresas do ramo, como o Facebook e o Google, vivem disso, de vender as informações de cada um de nós, que podem ser usadas para oferecer um produto, cadastrar-nos em malas diretas, fazer propaganda política ou mesmo praticar os singelos roubos de senhas e dados bancários.Participei, neste 19 de maio, de um fórum na Unicamp sobre “Novos Horizontes da Informação” e faço aqui um resumo não exaustivo do que ali vi.…

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Não existe caminho para o conhecimento. O conhecimento é o caminho.A perene discussão sobre o trinômio saber–educação–conhecimento não fará com que ele melhore; ao menos, como certas crenças e fundamentos, fará com que muitos sobre ele escutem e quem sabe discutam. Com a educação, o saber e a aquisição de conhecimento é assim. Ou assim deveria ser.À coluna da semana passada, Rafael Marzullo Ferrari deixou um comentário importante no Facebook, discutindo aspectos de meu texto. Problemas estruturais da educação são evidentes. A criança que não se alimenta bem não terá condições do aprendizado – um dos temas tocados pelo Rafael.…

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Insisto: por que os jovens, mesmo os que estão em cursos técnicos ou da área de exatas, têm tanto desinteresse pelo que estudam? Seria apenas a desilusão pela aposta no saber rápido que se mostra ineficiente? Ou a frustração de ver um mundo que parece imutável ou mesmo surdo às suas reivindicações? Aquela postura – que eu tinha quando estudante – de questionar tudo, procurar soluções, reinventar as perguntas e as respostas, de trilhar o caminho da descoberta, mesmo que já não mais inédito, enfim, de ter o prazer do aprender, isso tudo parece morto ou muito bem escondido.Aos alunos…

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Saberes jurídicos são imprescindíveis em época em que está acontecendo uma evidente e ampla judicialização da política. A coluna da colega Marina de Almeida ( javascript:nicTemp(); ) trata desses aspectos, sob vários pontos de vista. Longe de ser uma ciência exata, mas incomoda quando a conclusão sobre alguma disputa recai exclusivamente sobre a vontade do juiz. No âmbito, por exemplo, das questões ambientais, deveria valer aquilo de conhecimento que existe, mas quando os proponentes de uma termelétrica que pretendem instalar em Canas apresentam como justificativa para a dispersão dos gases tóxicos a inexistência da Serra da Mantiqueira, pode-se concluir que apesar…

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Missivista contumaz que sou, compartilho neste espaço três cartas enviadas (e não publicadas) à Folha de S. Paulo, comentando temas do título desta coluna, assuntos que foram publicados nesse início de mês naquele grande jornal. São todas, enfim, relacionadas ao conhecimento e ao saber.O livro sobre a história da maconha no Brasil é um marco interessante para a discussão das drogas na sociedade e sua relação com o poder econômico (“Livro mostra as metamorfoses da substância”, 2/4). O estigma dos cigarrinhos e baseados talvez não seja justo em relação à extensão dos danos que a maconha cause ou de sua…

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Duas experiências recentes em sala de aula me frustraram e me motivaram a relatá-las, tentando explicá-las e situá-las dentro de um contexto moderno. Sem muita memória, mas moderno.Ainda no assunto interação da energia radiante com a matéria, ou seja, a absorção e emissão de luz por substâncias (vejam artigo anterior sobre o vestido que muda de cor – A moda é o vestido colorido, javascript:nicTemp();), fui perguntando sobre as chamadas cores complementares. O azul é complementar do amarelo e vice-versa, da mesma forma que verde e vermelho formam outro par. A explicação se dá pelos máximos de absorção de um…

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