Autor: Adilson Gonçalves
Pesquisador científico, formado em Química pela Unicamp. Foi professor na EEL-USP, em Lorena, por 20 anos, e atua na pesquisa de biocombustíveis e conversão de biomassa vegetal. Presidiu o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Lorena por dois mandatos e é membro fundador da Academia de Letras de Lorena, tendo sido seu presidente por quatro anos.
Quando digo que sou Químico, logo me rotulam como Engenheiro, o que não sou. Tanto a Engenharia Química como a Química são campos correlatos do conhecimento, cujos profissionais são inscritos no mesmo Conselho Federal – o CFQ –, mas que possuem fundamentos em sua formação bem distintos. Um deles é a Matemática. Diz-se que Químicos são avessos ao tratamento numérico de suas descobertas, o que é uma meia-verdade. O volume de cálculo na formação de um Engenheiro, qualquer que seja, é grande e para o Bacharel ou Licenciado em Química essa carga de matemática é bem menor. Digo a meus…
A informação está disponível, mas a forma de acessá-la ainda é um entrave para a sabedoria. Esperava que a modernidade trouxesse mais conforto para a busca e apreensão do saber. O que se vê é quantidade e não qualidade, superfície e não densidade, muito blá-blá-blá e pouca opinião. Esperava também que a modernidade resolvesse conflitos passados, tais como o extremismo de grupos baseados em preceitos religiosos. Há a repetição do que aconteceu cerca de meio milênio atrás, com certa inversão de protagonistas ou de vilões e vítimas. Os que invadiram e terrorizaram no passado, hoje são os alvos de ataques.…
Talvez seja o trânsito um excelente laboratório para se avaliar o nível de educação e convivência social harmônica de uma população. Deixo, como sempre, aos meus colegas especialistas da área a palavra final, mas dou-me o direito de algumas hipóteses e especulações. Quando obtive minha habilitação como condutor, algumas décadas atrás, havia uma sensação de pânico generalizado para se realizar a temível prova escrita. Senti-me realmente mal, mas pelo baixíssimo nível de conhecimento de escrita exigido. E aquilo já foi motivo de constrangimento para muitos. Assim, como esperar que esse motorista vá ler o Código Nacional de Trânsito e regulamentações…
Deveríamos ficar constrangidos ao fazer o churrasco do mês? Os escorpianos da família não iriam perdoar se não houver uma boa comemoração. Esposa, mãe, irmão e vários amigos completam o ciclo solar neste mês e o churrasco é sempre a primeira opção de confraternização. Mas eis que aparecem estudos “novos” mostrando que um baconzinho ou uma carne assada na churrasqueira são tão danosos para a saúde como o ato de fumar. Revisei alguns textos escritos para o Jornal Guaypacaré e resgatei um publicado dois anos atrás, em 5-11/10/2013 (“Armas químicas, poluição e churrasco”, edição 1477, p. B2), no qual afirmei…
O efeito placebo ou de autossugestão é conhecido, reconhecido, mas não totalmente explicado. Supõe-se que o próprio organismo dispara sinalizadores que passam a agir com o papel que o medicamento teria no combate a uma infecção, por exemplo. Em todos os testes clínicos, administra-se um certo medicamento a um grupo e a outro é administrado um placebo, teoricamente uma cápsula ou um líquido que se assemelha fisicamente ao remédio, mas nada contém, chamado de placebo. Não fui investigar para saber se em pessoas sedadas ou em estado de coma, às quais são administrados os mesmos medicamentos, o efeito inexiste. Ou…
Diversidade é uma constante na natureza. Distribuição de espécies, adaptação a lugares inóspitos, metabolismos, formas de reprodução, cores e amores. Alguns itens, apenas como exemplo, pois a forma diversa da existência é ampla e nem toda conhecida. Essa mesma diversidade é desrespeitada pelo integrante de maior relação entre número de neurônios e massa corpórea. Sim, nós, os seres humanos. Não conseguimos nos vermos como parte ativa desse organismo maior chamado planeta Terra, nem atentamos para sutilezas e divergências integrantes de nossa própria existência humana. Como disse, esse desconhecimento vai de cores a amores. Intriga-me saber se o amarelo das flores…
Assistindo ao filme “Guerra dos Mundos”, versão de 1953, com Gene Barry e Ann Robinson, alguns pontos referentes ao conhecimento científico da época chamam a atenção, além, é claro, dos saborosos “defeitos especiais” dos canhões de energia vindos das espaçonaves alienígenas e outros recursos para movimentação desses veículos espaciais.Conceitos, tais como o de contaminação radioativa, ainda não eram totalmente conhecidos e esclarecidos, tanto é que uma bomba é detonada bem próximo aos habitantes e curiosos, com a precaução apenas de se usar óculos escuros pela luminosidade e ficar protegido do forte vento resultante da explosão.A obra é baseada no livro…
A origem da vida neste planeta tem instigado cientistas, filósofos e, é claro, toda sorte de ficcionistas. Já me parece complexo saber que ao longo de milhares de anos, as moléculas conseguiram se juntar para formar o que se entende por célula, mas as teorias bem robustas mostram que a “explosão de vida” no período cambriano talvez tenha ocorrido porque material genético tenha sido aqui trazido de outros corpos celestes. Ou seja, a vida aqui teria começado lá fora. A complexidade não muda, é apenas aumentada pela viagem que esse material possa ter feito por uma distância bastante razoável.Já houve…

